segunda-feira, 10 de junho de 2013



DOENTE DE AMOR

Doente de amor ela saia pelas ruas nas madrugadas.
Ia como os ventos.
Nas rajadas.
Tinha por companheira a lua e quando não as estrelas.
Pensava que não havia saída.
Aos poucos perdia o amor pela vida.
No peito tinha uma enorme ferida.
E chorava.
Pelas ruas lágrimas pingavam.
Que tempo aquele!
Que tempo mais triste!
Doente de amor a morte ela desejava.
A chamava.
Até que um dia alguém ela encontrou.
Este homem a salvou.


sonia delsin 

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