sexta-feira, 7 de junho de 2013



És sonho...

És sonho...
És pó.
E só.
Se somente na matéria acreditas.
Eu digo que és sonho e és pó
Se não exultas.
O eterno em ti.
És algo que se acaba aqui.
Se não aceitas que atravessas a eternidade como pode ser verdade?
Se te contentas com tão pouco.
E me chamas de poeta louco.
Que posso fazer eu?
Se não aceitas que o Universo é meu e teu?
Se não enxergas além da criatura?
Se não desejas alcançar altura?
Que posso fazer?
Pensas até que perco meu tempo a escrever...
Pensas que sou fora do mundo.
E digo que eu estou tão dentro.
Estou no mais profundo.
Fino penalizado de ver um ser tão desinformado.
Com as coisas da terra inconformado.
Achando sempre que tudo está errado.
És sonho e és pó...



sonia delsin 

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